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às vezes é o coração, fica redondo, apetece-lhe outras formas, outros desígnios menos diastólicos. quem pode, perdoa-lhe e vai suspirando pelas escadas como uma virgem oitocentista.
outras é só a leitura do jornal daquele dia, ou o amigo que ia telefonar e não telefonou. mas quase sempre é uma espécie de sinusite sináptica, um congestionamento das memórias, uma confusão de espelhos, como a promiscuidade de sujeito e objecto. nada é fácil como ver as paisagens e passar, da mesma maneira que fazem os comboios. os comboios e as suas cartografias neuronais, a paragem em todas as estações. a próxima é terminal.
agora é a vez do corpo.
